Métodos de intensificação – Introdução

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Já ouviste falar de métodos de intensificação?

Serão realmente eficazes quando comparadas com o treino tradicional?

Descobre as suas particularidades

Métodos de intensificação – Introdução

O treino de hipertrofia apresenta princípios e particularidades. Como em todos os processos, há que respeitar os princípios para que haja resultados positivos e desejados.

Os métodos de treino apenas farão sentido se a sua aplicação respeitar os princípios específicos. Podemos olhar para os métodos como um modo de aplicação dos princípios de treino.

Tal como na dieta: sabemos que temos que promover uma restrição energética para perder peso, mas existem vários modos de o atingir, de acordo com a preferência de cada indivíduo. No treino de hipertrofia pode ser igual.

Há muitos anos que os métodos de intensificação ganharam relevância nesta área devido a (supostamente) aumentar a intensidade do treino: uma variável fundamental para aumentar a massa muscular.

Também costuma ser sugerido a aplicação destes métodos quando alguém estagna na progressão do treino com a promessa de quebrar o plateau e dar um passo em frente.

Mas será que é mesmo assim?

Serão estes métodos apenas para aumentar a intensidade?

E será que são superiores ao treino de força “tradicional” com straight sets?

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O que são e como se categorizam

O treino de força é o pilar do desenvolvimento muscular no ser humano a partir da idade adulta.

Após alguns anos de prática e de experiência de treino, podem ser aplicadas práticas de treino mais avançadas para tentar explorar os nossos potenciais genéticos individuais.

As técnicas de intensificação surgiram com esse intuito. Algumas têm suporte científico, outras não têm ou têm muito pouco. Algumas são aplicáveis, outras não tanto.

Estes métodos de intensificação permitem-nos não só aumentar a intensidade de treino mas também as cargas, o volume e a duração da série de trabalho.

Também promovem a tentativa de procurar a utilização dos diferentes mecanismos teóricos propostos de hipertrofia (tensão mecânica, stress metabólico e dano muscular) com maior magnitude do que o métodos tradicional (straight sets).

Apesar de parecer interessante para hipertrofia, nem todas as técnicas de intensidade são aplicáveis. Até porque os próprios mecanismos de hipertrofia (alguns) ainda não são bem entendidos no que toca ao seu papel no fenómeno de crescimento muscular.

Apesar de estarem documentados dezenas de métodos, apenas faz sentido abordar os que apresentam alguma evidência ou investigação. Para estes, os métodos de intensificação podem ser divididos em duas funções principais:

  • Método de acumulação (“volumizador”), que te irão permitir acumular maior volume de treino;
  • Método de intensidade, que te irão permitir o aumento da sobrecarga.
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Conclusão

Os métodos de intensificação prometem melhorar os teus resultados e levar-te o teu físico ao próximo nível.

Mas já percebeste que para sabermos se a teoria funciona no mundo real, temos de testar as hipóteses e recolher evidências empíricas.

No papel, os métodos de intensificação têm tudo para dar certo, mas será mesmo que funcionam na prática?

Será que necessitas de acrescentar ou prolongar mais sobrecarga após a falha? Terás melhor estímulo? E se tiveres melhor estímulo, será compensador face ao dano muscular que irá criar?

Será que precisas destas técnicas para aumentar o teu volume por sessão? ou será que era o teu volume de treino que não estava previamente ajustado?

Estás prontos para esta saga de métodos? Não percas os próximos episódios… Serão as Drop-sets superiores ao treino tradicional?

Quebra os teus limites!

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